A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevou ontem o teto de produção para 25,5 milhões de barris por dia a partir de 1º de julho – incluindo o aumento de março da cota de produção do Ir㠖, afirmou o chefe da delegação da Líbia, Abdalla Salem El-Badri, após o final da reunião do grupo, em Viena. O novo teto representa um aumento de produção de 708 mil barris por dia do grupo.
O teto anterior da produção da Opep, estabelecida em março, era de 24,692 milhões de barris por dia, incluindo uma elevação não oficial da cota do Irã, de 264 mil barris por dia. A nova cota do Irã será de 3,73 milhões de barris por dia, segundo informou o ministro de petróleo desse país, Bijan Namdar Zanganeh.
De acordo com o chefe da delegação da Líbia, qualquer decisão de mudança no nível de produção da Opep na próxima reunião do grupo, em setembro, dependerá dos preços do petróleo. Na avaliação do ministro do Kuwait, xeque Saud Nasser Al-Sabah, os preços atuais não estão tão elevados.
Apesar do anúncio de aumento da produção, os contratos futuros de petróleo oscilavam em alta na New York Mercantile Exchange (Nymex). As primeiras informações eram de um aumento da oferta de 440 mil barris por dia, volume muito abaixo das expectativas do mercado. A Opep ainda não fez um comunicado oficial sobre o resultado do encontro.
CotaçãoOs contratos futuros de petróleo fecharam em alta ontem numa sessão bastante volátil na New York Mercantile Exchange (Nymex). De acordo com analistas, o preço da commodity foi impulsionado pela desconfiança dos operadores sobre se o aumento da produção anunciado à tarde pela Opep seria suficiente para repor os estoques de petróleo cru e produtos refinados. Logo após o anúncio oficial da Opep, os contratos de petróleo para agosto começaram a recuar do nível máximo do dia, chegando a US$ 30,90 o barril (com ganho de apenas US$ 0,25), para logo em seguida voltar a ampliar os ganhos até fechar com alta de US$ 0,72 em relação ao valor de fechamento de terça-feira.

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