De acordo com os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em outubro deste ano foram vendidos 244,5 mil veículos automotores no país, considerando os nacionais e importados. Houve uma alta de 39,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram vendidas pouco mais de 175 mil unidades.
O que chama atenção dos consumidores são as formas de pagamento disponíveis no mercado. Elas facilitam a compra do zero-quilômetro e, por consequência, aumentam as vendas. Se antes, o prazo máximo de financiamento era de 72 vezes, agora o brasileiro pode comprar o carro zero parcelado em 99 meses, com juros a partir de 0,89% ao mês (11,21% ao ano).
O financiamento comum (CDC) é a modalidade de crédito para aquisição dos veículos mais conhecida pelos consumidores. Entretanto, o leasing tem ganhado cada vez mais espaço na preferência. De janeiro a setembro deste ano, esse tipo de financiamento teve alta de 69,2%, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Associação Nacional das Empresas Financiadoras das Montadoras (Anef). Cerca de 70% dos contratos feitos, este ano, são de leasing.
A modalidade é semelhante ao aluguel. A grande vantagem são as taxas menores, fazendo com que as parcelas fiquem mais baratas que as do CDC. No leasing, o consumidor paga Imposto sobre Serviço (ISS) de valor médio de 0,25%. No CDC essa taxa chega a 2%. Os impostos são diferentes porque o proprietário do veículo é o banco e não o consumidor. Entretanto, há também desvantagens porque, no leasing, o consumidor só pode quitar o débito antecipadamente após 24 meses e o veículo não pode ser vendido até que a dívida seja quitada integralmente.

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