Opções de cursos médios são escassas
Opções de cursos médios são escassas
Paulo WolfgangDesempregado geralmente esbarra na falta de qualificaçãoLondrina tem poucos cursos profissionalizantes. Maria do Carmo, do Núcleo Regional de Educação, cita os cinco da rede estadual de ensino, gratuitos: eletrotécnica, magistério, contabilidade, técnico em segurança no trabalho e auxiliar de enfermagem. Na rede particular, são três: técnico em alimentos, enfermagem e eletrotécnica. A Prefeitura oferece um único curso profissionalizante (enfermagem - gratuito), em convênio com uma instituição do Estado.
Sobre os cursos do Senac, ela fala que apenas o de enfermagem dá continuidade de estudo - os outros são cursos livres, que não dão acesso ao vestibular. Maria do Carmo observa ainda que o Programa de Expansão no Ensino Médio (Proem) está em processo de implantação. Com ele, o aluno da rede estadual terá uma educação geral pelo período de três anos e o profissionalizante por mais dois anos.
Hoje não resta alternativa para o trabalhador que precisa de uma formação profissional. Ou ele muda de área para se enquadrar nas poucas opções gratuitas ou paga por algum curso que seja do seu interesse. O Senac já fatura mais. Isso pode ser um indicador. A procura pelos seus cursos neste primeiro trimestre foi 15% superior à do mesmo período do ano passado. É um bom índice.
Antes de comentar os números, o gerente Paulo Afonso de Oliveira Lima lembra que o Senac está voltado para a profissionalização tanto do trabalhador quanto das empresas do comércio em geral.
A procura está em alta porque eles (empregados e empregadores) sabem da concorrência e do risco de ficar em segundo plano, ou até marginalizados. O Senac, que encaminha o aluno para o mercado de trabalho, também sabe que a empresa está exigindo mais, exigindo no mínimo o segundo Grau do trabalhador; a situação é difícil para os dois.
As taxas de matrícula no Senac hoje variam de R$ 20 a R$ 300, dependendo do curso, ou da duração. Diretor geral do Sesc, Cilas Fonseca Vianna confirma: Não temos habilitação para a formação profissional, mas desenvolvemos cursos diversos que acabam desaguando na profissionalização. Ele cita informática, inglês, manicure/cabeleireiro, datilografia e espanhol. Ainda assim, tudo é muito pouco para o trabalhador-desempregado que precisa aprender uma profissão. (B.F.)





