Os pagamentos à vista e a busca por promoções são as alternativas encontradas pelo consumidor londrinense para evitar endividamento junto ao varejo, em especial no período de Natal, quando as compras costumam extrapolar o orçamento. E na opinião das pessoas consultadas pela reportagem da Folha, as crises enfrentadas pelo País parecem ter colaborado para a revisão os conceitos de gastos.
a professora Isabele Perricelli, por exemplo, garante que gastou mais no Natal deste ano do que em 2002, mas as dívidas não devem incomodá-la tanto. A opção pelo pagamento à vista e as pesquisas, aliadas incondicionais do consumidor em Londrina, são as armas da professora para evitar despesas que ultrapassem a capacidade de pagamento. ''Percebemos que neste ano o número de promoções é bem maior que em 2002 e estamos aproveitando'', diz. Os abonos salariais de fim de ano, segundo Isabele, serão racionalmente divididos entre gastos com Natal e pagamento de dívidas.
Mais cauteloso ainda é o arte-finalista Angelo Candido da Costa. Recém-demitido, ele diz que vai usar todo o acerto feito com seus ex-patrões para quitar suas dívidas referentes à compra de uma moto. ''No mais, estamos gastando somente com o que já estava planejado, sem esbanjar e apelando para o pagamento à vista. Assim conseguimos preços menores'', afirma.
O profissional tecnológico Luiz Carlos Cacheffo, que até agora gastou R$ 1,4 mil com compras de Natal, acredita que o consumidor tenha sentido as dificuldades dos últimos meses e se reeducado para as compras. ''Eu, por exemplo, evito crediários ao máximo. Primeiro nós guardamos, depois compramos'', brinca.

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