A possibilidade de redução no número de promoções de passagens aéreas e de voos deve fazer com que os clientes antecipem ainda mais as compras. Passageiros que viajam constantemente a trabalho dizem que, caso não seja possível definir o destino com antecedência, será preciso pensar em alternativas de transporte.
O técnico gráfico Maciel de Carvalho critica a oscilação de preços exagerada entre a compra programada e a feita em cima da hora. Ele diz que não pode prever destinos porque atende chamados de clientes. "Pago de R$ 250 a R$ 700 por um mesmo trecho. Acho o valor abusivo quando preciso viajar de um dia para o outro e gostaria de saber a margem de lucro das companhias nesse caso", diz.
Para o gerente comercial Anderson Ignácio Peres, o valor cobrado pelos voos é caro para o serviço prestado. "Posso definir o destino com até três semanas de antecedência, mas há casos em que, de acordo com o tipo de veículo, o ônibus acaba por ser mais confortável", afirma. A advogada Lissandra Medina tem opinião semelhante. "Para distâncias maiores, não vou deixar de usar o avião, mas, para as menores, o carro é uma opção mais viável e até mais confortável", diz.(F.G.)

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