A ONU irá ajudar o governo brasileiro no planejamento de seus recursos hídricos para a produção de energia. O Departamento de Recursos Hídricos da Organização Meterológica Mundial (agência da ONU) assina, até o final do mês, um convênio de três anos com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e com a Agência Nacional de Águas (ANA) para auxiliar na capacitação de técnicos e reunir informações sobre a situação do País.
Apesar do convênio não incluir qualquer tipo de financiamento ao Brasil, especialistas acreditam que o acordo possa ajudar a saber como utilizar melhor o potencial hidrográfico do País para a produção de energia.
Além do acordo com a Aneel e com a ANA, a ONU analisa uma cooperação com o governo brasileiro para o desenvolvimento de um plano de gestão das águas da bacia amazônica. Ontem, uma missão de técnicos de Brasília, lideradas pelo senador Bernardo Cabral, esteve em Genebra para acertar como essa cooperação ocorreria.
Para o senador, a maior riqueza da Amazônia não é a madeira nem seus minerais, mas o volume de água potável da região, que representa 20% da água existente no mundo. Ele lembra que o Canadá exporta água ao Oriente Médio e que o produto terá um alto valor comercial no futuro. ''Cada barril de água vale três de petróleo'', afirma Cabral.

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