São Paulo O fim dos subsídios agrícolas nos países desenvolvidos é um dos principais pontos que pode reduzir a pobreza na Ásia. Esse é um dos pontos vitais que serão discutidos na semana que vem, durante o encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC), disseram os representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) que apoiam o fim do incentivo.
Durante o encontro, 20 países em desenvolvimento devem se posicionar contra as políticas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos, Comunidade Européia e Japão, que criam um mercado desigual especialmente em commodities como arroz, açúcar e algodão, disse a delegação do Programa de Desenvolvimento da ONU.
Os 146 países membros da OMC devem se reunir entre os dias 10 e 14 de setembro, em Cancún, no México. Durante o encontro, também devem ser discutidos pontos importantes para o comércio internacional, que serão retomados em 1º de janeiro de 2005.
''Para reduzir a pobreza, para o crescimento e desenvolvimento, nós temos que nos focar no desenvolvimento da agricultura, e é por isso que toda essa questão dos subsídios e a proteção adotada em países da América do Norte, Comunidade Européia e Japão é particularmente importante'', disse Hafiz Pasha, diretor regional do programa de desenvolvimento da ONU na região Ásia/Pacífico.
A esperança dos pobres na Ásia 80% deles vivem em áreas rurais é que possa ser aplicada uma redução dos subsídios para garantir preços mais competitivos e melhorar a exportação desses países.
''A agricultura vai ser o assunto mais importante em Cancún'', disse Pasha.
O Vietnã, líder na produção e exportação de arroz, por exemplo, sofre porque o Japão impõe altas tarifas para a importação do produto com o objetivo de proteger seus agricultores, afirmou Pasha. A tarifa, nesse caso, chega a 490%.
Os subsídios para os produtores de algodão norte-americanos está crescendo e chega a US$ 3,9 bilhões, enquanto a ajuda dada a região da Ásia/Pacífico chega a US$ 2,2 bilhões.

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