Brasília - O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, fez ontem um alerta ao Brasil e seus parceiros na implementação de um mercado internacional de biocombustíveis. Durante a semana passada, Brasil, Estados Unidos, África do Sul, Índia e a Comissão Européia lançaram o Fórum Internacional de Biocombustíveis. ''Acredito que, se a sustentabilidade não for incorporada, o fórum poderá correr o risco de satisfazer apenas alguns segmentos'', disse ele.
Steiner lembrou que é essencial que o governo brasileiro estabeleça planos, diretrizes, regras e normas para que o plantio de cana-de-açúcar não prejudique florestas e ecossistemas. O diretor-executivo do Pnuma participou ontem do debate Os Desafios do Desenvolvimento Sustentável e as Respostas do Sistema Multilateral, promovida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O deputado federal Fenando Gabeira (PV-RJ) estava presente no evento e ressaltou que o Brasil tem que definir cláusulas sociais e ambientais para a produção do etanol. ''Temos que saber se o aumento da produção do álcool não vai aumentar o número de queimadas nas plantações de cana'', disse.
Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, também presente ao evento, é preciso buscar soluções para o meio ambiente que envolvam todos os países. ''As consequências econômicas acontecem nos países ricos e pobres. Por isso, não adiantam apenas esforços regionais'', argumentou.
Também estavam presentes no evento a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o presidente do Ibama, Marcos Barros, e o secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa.

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