Ônibus teve aumento de 237% no Plano Real
Os principais fatores que justificam o aumento dos alimentos e das tarifas controladas são a variação cambial, problemas com a safra e os contratos do governo com as empresas, que permite repassar custos sem considerar o aumento da produtividade. Já para o aumento da tarifa de ônibus, a justificativa da prefeitura contestada pelo Dieese é a queda do Índice de Passageiros por Quilômetro (IPK). Nos últimos 12 meses, a tarifa subiu 22,73% para uma inflação de 9,44% segundo o Índice Nacional de Pesquisa ao Consumidor (INPC).
O Dieese calcula que a tarifa de ônibus acumula uma variação de 237,50% desde o início do Plano Real, em 1994. Grande parte desse aumento está concentrado no período posterior a 1997, quando a prefeitura acusa redução do IPK. Mas a prefeitura não leva em consideração a produtividade do sistema, que tem um custo menor por causa das canaletas próprias, observa o economista Cid Cordeiro.
Segundo cálculos do Dieese, o aumento da tarifa de ônibus ficou 58,43% acima da inflação. A passagem de ônibus também ficou acima da variação dos salários dos motorista e do salário mínimo, já considerando reajuste da tarifa este mês. Comparação do órgão mostra que o salário mínimo comprava, em 1994, 162 passagens. Atualmente adquire 133 passagens. A tarifa de ônibus é a principal responsável pela inflação, diz Cordeiro. (K.M.)





