O estado ruim das estradas, agravado com a chuva, tornou a situação crítica para usuários que não dirigem, mas que dependem tanto das vias como os produtores rurais: os alunos das escolas municipais. Em especial os que moram em pontos onde o trânsito de veículos está precário. Edemilson Rodrigues da Silva, coordenador de transporte escolar da secretaria de Educação de Londrina, diz, por exemplo, que em dois dias da semana retrasada, parte dos alunos de Água do Limoeiro (zona leste) e do Distrito de Lerroville (zona sul) ficou sem aulas, porque as chuvas impediram que os ônibus chegassem aos locais de embarque. Já as crianças da Comunidade do ''Quilômetro 58'', do Distrito Guaravera (zona sul), ainda não puderam frequentar as aulas esse ano, devido às obras de readequação na estrada Guaravera-Tamarana.
No Distrito Maravilha, a situação é semelhante. Segundo o agricultor Jocelio Roberto Marcolino, os ônibus que transportam os estudantes dessas áreas não circulam no local nos dias chuvosos. Edson Lima de Oliveira, o ''Corvão'', presidente da Associação de Pais e Mestres da Escola Municipal Professora Corina Okano, no distrito de Maravilha, confirma o problema. ''A situação das estradas acaba punindo os estudantes todo o dia que chove, e eles são os que menos tem a ver com o problema'', comentou Oliveira.
De acordo com o coordenador de transporte rural, a necessidade de reposição de aulas deve passar pela assessoria de assuntos pedagógicos da secretaria. Edemilson cita as escolas municipais Agostinho Souza Melo, em Água do Limoeiro, e Bento Munhoz da Rocha, em Lerroville, como as que tem frequência de estudantes mais prejudicadas pela situação. A Bento Munhoz da Rocha tem matriculados 1,3 mil alunos, em seus três turnos. Renilson Machado Nascimento, vice-diretor da escola, diz que o índice de abstenção às aulas chega a ser de 50% com o mal tempo.
São afetados com frequência os alunos das comunidades de Fazenda Guairacá, Fazenda São Paulo e Fazenda Piracema. Mas os mais prejudicados são os alunos do ''Quilômetro 58'', que saem de Guaravera para frequentar a escola de Lerroville. ''Desde que as aulas começaram, no último dia 10, eles ainda não puderam comparecer à escola, já que as reformas da estrada estão atrasadas com as chuvas'', diz o vice-diretor.

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