ONGs procuram saída
para pequena produção
Vânia Casado

Leandro Taques
ModeloAbramovay, da USP, sugere modelo do Oeste do ParanáNoventa líderes ligados a Organizações Não-Governamentais (ONGs), cooperativas de agricultores familiares, Pastoral da Terra, MST e CUT debateram ontem, em Curitiba, os rumos da agricultura familiar. O objetivo é ‘‘pensar’’ como essas entidades devem se articular para um trabalho de desenvolvimento da agricultura familiar, informou Jorge Schanuel, coordenador de uma ONG de Guarapuava.
A proposta apresentada foi ‘‘a construção de um modelo de agricultura sustentável, que seja mais barato, exija menos insumos e não agrida o meio ambiente’’. Para a vice-presidente da CUT, Maria S. Escher, outro tema é o acesso ao crédito. O alcance do Pronaf esbarra nas exigências do sistema financeiro. No ano passado, até outubro, dos R$ 200 milhões liberados pelo Pronaf no Paraná, apenas 37% foram para investimento, o que os agricultores mais querem. Escher lamentou que ‘‘entre o discurso do governo e a prática há uma distância muito grande’’.
O professor da USP, Ricardo Abramovay, defendeu o modelo de agricultura familiar desenvolvido na região Sul do País: ‘‘Esse modelo representa a luta contra a exclusão social, à medida que as famílias estabelecem um centro que não produz somente alimentos, mas um convívio social dinâmico, com a criação de instituições que querem ter voz ativa na comunidade’’.

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