ONG propõe abate de pombas em Maringá
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quarta-feira, 05 de abril de 2006
Da Redação 
Em consequência da forte proliferação de pombinhas amargosas, causando prejuízos financeiros elevados em várias lavouras, e colocando em risco a saúde de pessoas, a ONG Brasil Fauna e Flora Sul, com sede em Maringá -, apresentará uma proposta polêmica na reunião do Conselho de Defesa do Meio Ambiente de Maringá (Condema) marcada para hoje, às 18h30, no salão de reuniões da prefeitura maringaense.
A entidade ambientalista apresentará requerimento sugerindo o abate dessas aves por pessoas portadoras de registro de armas. Legalmente, pode ser feito o abate porque as amargosas provocam danos expressivos em culturas comerciais. Isto está previsto nas Leis 5.197/67 E 9605/98. O presidente da ONG, Carlos Klichowski, estava em audiência no final da tarde de ontem e deve se pronunciar hoje sobre a questão.
O Sindicato Rural de Maringá reconhece serem ''enormes'' os prejuízos provocados pela ação das aves, as quais se alimentam de sementes de girassol, sorgo, trigo e soja. Segundo o sindicato, a primeira cultura, implantada com apoio da Emater, em parceria com Embrapa e Iapar como alternativa de produção no inverno, está praticamente inviabilizada. Ao se alimentar das sementes, a amargosa impede o crescimento vegetativo da planta. Quando a lavoura atinge a maturação, o prejuízo não é menor por fornecer maior quantidade de sementes à ave. Em razão disso, o girassol começa a ser descartado como matéria-prima para produção de biocombustivel.
Nas cidades, a proliferação das pombinhas - em decorrência do desaparecimento de seus predadores naturais provocado pelo desmatamento - traz risco de contaminação e doenças às pessoas. Existe, ainda, a ameaça de queda de aviões pelo risco das aves serem sugadas pelas turbinas.
Por enquanto, o problema maior é de cunho econômico. No girassol, as perdas variam de 40% a 90%. Algo acima de R$ 1,5 milhão por ano, em âmbito regional. Se considerados os prejuízos na soja e no milho, cujas sementes na fase de germinação são excelentes alimentos para as amargosas, as perdas ficam muito acima de R$ 2 milhões.


