Diretores da companhia energética do Estado citam esforços de gestão de risco e de compliance para o bom desempenho no estudo da ONG Transparência Brasil
Diretores da companhia energética do Estado citam esforços de gestão de risco e de compliance para o bom desempenho no estudo da ONG Transparência Brasil | Foto: Copel/AENPR



A Copel é a empresa pública melhor colocada no ranking "As 100 Maiores Empresas e os 10 Maiores Bancos Brasileiros", da ONG Transparência Internacional, divulgado na terça-feira, 30, em evento na capital paulista. O relatório avaliou o programa anticorrupção (PAC) e a transparência organizacional (TO) de companhias do setor público e do privado, nos quais o grupo paranaense de energia ficou com 96% e 75%, respectivamente. A média de 8,6 fez da Copel a oitava na lista geral.

A maioria das empresas teve desempenho insatisfatório, com nota média de 5,7, em uma escala de zero a dez. A seleção das participantes foi feita com base em levantamento de maiores do País do jornal "Valor Econômico", e a pesquisa, realizada ao longo do segundo semestre de 2017. O objetivo é avaliar o modo como estas empresas divulgam informações sobre práticas anticorrupção, estrutura organizacional e, no caso de multinacionais, os dados financeiros relativos à atuação em outros países.

Para o presidente Antonio Sérgio Guetter, o resultado reflete os esforços empreendidos nos últimos anos no sentido de aprimorar ainda mais a transparência da gestão, o que inclui a instituição de uma diretoria de Governança, Risco e Compliance no fim de 2016. "Nós nos antecipamos ao cumprimento das exigências da Lei Anticorrupção e da nova Lei das Estatais e o relatório divulgado mostra que estamos no caminho certo", afirma.

A Copel integra ainda dois grupos que se destacam no documento. Entre as dez primeiras colocadas, quatro são oriundas do setor elétrico nacional. A lista inclui a primeira colocada no geral, a Neoenergia, a EDP – Energias do Brasil (terceira) e a CPFL Energia (quarta).

Capital
A pesquisa também aponta uma correlação positiva significativa entre transparência e abertura de capital, que é o caso da Copel, cujas ações integram as bolsas de São Paulo, Madri e Nova Iorque. As companhias com ações negociadas no mercado tiveram uma média geral melhor que as demais, com nota 7. É a única condição que reúne empresas com avaliação acima da média. Segundo o estudo, o motivo é que o maior rigor contábil a que são submetidas e a exposição mais frequente ao escrutínio dos acionistas favorecem a transparência.

Os dados foram comemorados pelo diretor de Governança, Risco e Compliance da empresa, Fabio Malina Losso. "É resultado da colaboração de todo o time da Copel com nossos projetos. Vamos continuar o trabalho por um ambiente de transparência interna e externa, em conformidade com o que a lei exige e com as melhores práticas de governança corporativa e compliance", comenta.

Mais informações sobre a atuação da Copel na área de governança podem ser obtidas no Portal da Transparência, criado em 2014, e também no Programa de Integridade da Companhia, ambos disponíveis no site www.copel.com.

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