O Grupo Pró Assistência às Pessoas com Câncer (G.A.P.C) é uma ONG que surgiu em São José dos Campos e já atua além de Londrina, em Curitiba, Maringá. Segundo o coordenador do G.A.P.C de Londrina, Ismael Avanzi, a matriz da instituição criou recentemente a Associação Brasileira de Assistência aos Portadores de Câncer (Abrapac), que se instalou em Foz do Iguaçu e se prepara para começar a atender em Bauru (SP).
Segundo Maria de Lourdes, a entidade começou a atender em 7 de dezembro no ano passado. ''No primeiro dia de atendimento recebemos sete pacientes e suas famílias, hoje estamos atendemos 152 famílias de portadores de câncer'', afirma. A entidade atende portadores de todas as idades de Londrina e região.
Maria de Lourdes afirma que a inclusão da soja nas cestas básicas distribuídas pelas entidades foi uma iniciativa pioneira da unidade de Londrina, e que hoje todas os outros G.A.P.C.s passaram a oferecer o produto às famílias atendidas.
Além das cestas básicas que são doadas mensalmente, as famílias recebem também medicamentos, suplementos alimentares essenciais na recuperação. ''Em muitos casos também procuramos fornecer mais estrutura para as famílias. Já fizemos doação de móveis, cadeiras de rodas, colchões especiais entre outros produtos'', afirma.
A ONG também presta atendimento psicológico não só para portadores, mas também para familiares. ''Muitas vezes o psicólogo atende os familiares do portador que estão revoltados com a doença, por exemplo'', diz a assistente social. Maria de Lourdes observa ainda que a entidade também oferece palestras sobre qualidade de vida, direitos do portador de câncer, uso de medicamento genéricos no tratamento da doença, horta orgânica. A ONG também encaminha pacientes e familiares para tratamento fisioterápio e odontológico.
A assistente social da entidade afirma que as pessoas com câncer atendidas são em sua maioria muito carentes, ou por estarem com a doença acabam ficando desestruturadas, não só emocionalmente mas também financeiramente. ''Muitas ficam sem trabalho por causa do tratamento e é muito comum alguém da família deixar de trabalhar para acompanhar o paciente'', afirma. Por isso, o G.A.P.C. também se preocupa em encaminhar pacientes ou familiares em empregos. ''Temos um caso de uma portadora que quando nos procurou tinha renda zero. Agora ela tem um emprego, uma renda mensal de R$ 900,00 e não precisa mais das nossas cestas'', afirma.
No entanto, os pacientes que já se reestruturam podem continuar frequentando as palestras e cursos oferecidos pelo G.A.P.C. ''Também continuamos oferecendo a soja aqueles que vem buscar'', afirma.
O G.A.P.C. é uma instituição sem fins lucrativos que vive de doações. Segundo Ismael Avanzi, coordenador da ONG, uma equipe de telemarketing pedem doações para a população. ''Sem esse trabalho dificilmente a instituição sobreveria, porque dificilmente uma instituição no início consegue doações espontâneas. Agora, depois desses contatos, muitas pessoas passaram a doar porque ficaram sabendo do nosso trabalha através de amigos'', comenta. As doações podem ser feitas pelo fone (43) 3344-6100.

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