ONG apoia açúcar brasileiro
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quinta-feira, 19 de setembro de 2002
Agência Estado 
Genebra - Depois de ser apoiado pela Tailândia e pela Austrália, o Brasil ganha um novo aliado na sua tentativa de questionar na Organização Mundial do Comércio (OMC) os subsídios europeus ao açúcar. Desta vez, quem sai em defesa do Brasil é a Oxfam, uma das principais organizações não-governamentais (ONGs).
A entidade pressiona os europeus a mudarem de postura e publicou um estudo no qual mostra que a política açucareira de Bruxelas gera o empobrecimento dos agricultores nos países em desenvolvimento, como o Brasil.
O Itamaraty prepara, para as próximas semanas, um ataque ao regime de açúcar da União Européia (UE) na OMC sob a alegação de que os subsídios dados pelos europeus aos produtores de açúcar da região distorcem o mercado internacional e derrubam as exportações brasileiras.
Segundo a ONG, o custo de produção do açúcar na Europa é três vezes maior que no Brasil. Enquanto a produção de uma tonelada custa US$ 660 na Europa, o valor cai para US$ 280 no Brasil. ''Em um mundo sano, a Europa estaria importanto açúcar. Mas com os subsídios, os europeus se tornaram o maior exportador do mundo, com 40% do mercado internacional'', afirma a Oxfam.
A ONG ainda lembra que os contribuintes europeus pagam, todos os anos, cerca de US$ 1,5 bilhão para sustentar o setor açucareiro da UE.
Segundo a Oxfam apenas 4% dos fazendeiros europeus se dedicam à produção de açúcar, o que não explicaria o volume de subsídios. Na verdade são beneficiadas apenas as empresas Sudzucker, da Alemanha, a Danisco, da Dinamarca, a franco-italiana Eridania Beghin-Say, e a British Sugar, que representam metade da produção européia de açúcar.


