Onda de otimismo entre empresariado do PR
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Cláudia Palaci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As empresas pretendem ganhar mercado em 2009, na carona das oportunidades de negócios que podem surgir a partir da crise econômica mundial. Os empresários da Região Sul apostam na ampliação e segmentação como estratégias para o combate aos impactos dos desarranjos financeiros presentes desde o último trimestre do ano passado.
A constatação é da terceira sondagem ''A Força da Região Sul'' realizada com 54 empresas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com faturamento acima de R$ 100 milhões. A pesquisa da PricewaterhouseCoopers (PwC) ouviu o empresariado em novembro passado - data que o mercado ainda começava a sentir o reflexo da pane internacional. Na época, 57,4% acreditavam que o cenário político-econômico nacional em 2009 seria pior que o anterior, enquanto 16,7 apostava positivamente.
Segundo o sócio-líder da Região Sul da PwC, Carlos Biedermann, os dados sofrem poucas alterações para o mês de fevereiro. ''Os resultados demostram leves contradições, mas não invalidam a pesquisa, atentando para os pontos de reflexão sobre a tomada de decisões estratégicas neste período desfavorável ao setor empresarial'', salienta. O executivo refere-se às análises de longo prazo características em empresas com processos de controle econômicos, como a previsão de investimentos na ordem de R$ 15 milhões para 47% dos entrevistados no Paraná, sendo que 71% dos recursos, destinados a instalações e 58,5% em produção. Outro dado que demostra uma visão futura é a necessidade em aumentar a eficácia na gestão, com custos mais competitivos para 61% dos questionados.
Ainda segundo a pesquisa, o Paraná lidera as expectativas de crescimento (55,6%) em comparação com os demais estados da região Sul, índice que cai para 42,6% com relação a Santa Catarina e 31,5% para o Rio Grande do Sul. Para os entrevistados, os segmentos mais promissores da economia paranaense são agrobusiness (74,1%), automotivo (46,3%) e energia elétrica (25,9%).
Empregos
O estudo mostra também que o Paraná será o maior responsável por novas vagas de trabalho durante este ano, ainda que 46,3% dos líderes entrevistados pretendam manter o quadro de funcionários do ano passado. Em dezembro, a indústria parananense demitiu 50 mil funcionários, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, embora o setor tenha registrado alta de 2,4% em dezembro e o crescimento em 2008 foi de 8,8%, de acordo com balanço da Federação das Indústrias do Paraná.
Foi o ano de maior faturamento da série histórica de vendas industriais do Estado, graças aos resultados positivos de janeiro a setembro.
''Diante do agravamento da crise, o empresário mantém sua pró-atividade na melhoria da gestão, equilíbrio dos estoques e redução de custos, com a racionalização dos insumos'', analisa, o membro do Conselho Consultivo do Ibef-PR, Luiz Afonso Cerqueira.


