O mercado financeiro continua imerso em clima de desesperança, refletida ontem na queda das bolsas brasileiras. A Bovespa fechou com desvalorização de 5,56% e a Bolsa do Rio, de 5,62%. Não houve fatos novos durante o fim de semana que agravassem o cenário doméstico. Ainda assim, continuam rumores de que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, ou o presidente do Banco Central, Gustavo Franco, estariam prestes a deixar o governo. Também voltaram os comentários de que será necessária a mudança do atual regime cambial brasileiro. Mais e mais investidores acreditam que, cedo ou tarde, o governo terá que tomar uma atitude para conter as saídas de dólares, que somam em média US$ 200 milhões ao dia.
Sem compradores, a Bovespa chegou a recuar 7,59% nesta segunda-feira, para fechar em queda de 5,56%. O volume na bolsa paulista emagreceu, somando apenas R$ 242 milhões. No Rio, o IBV cedeu 5,62%. E o índice futuro, negociado na BM&F, desvalorizou 4,78%.
As poucas notícas do dia não foram nada alvissareiras. O banco de investimentos ING Barings reduziu seu rating para os títulos da dívida brasileira. O estrategista de bônus de mercados emergentes Ruggero De Rossi reduziu os títulos brasileiros de neutral para underweight, diminuindo o peso dos papéis brasileiros em seu portfólio-modelo de 22,95% para 20,95%. Também por causa disso, o C-Bond registrou forte perdaa de 2,29%, parra 56,750 centavos de dólar.
Uma boa notícia para um dia repleto de fatos negativos no início desta semana: o fluxo cambial deveria fechar positivo nas transações feitas com dólar comercial ontem. Ajudado por uma operação de ingresso financeiro que teria sido feita por uma grande estatal brasileira, o fluxo mostrava superávit de US$ 225 milhões por volta das 17 horas.

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