Oncinha escolhe área em Londrina
Diretores da Companhia Norte Paranaense de Bebidas definiram ontem a área em que pretendem construir a unidade de Londrina que irá fabricar as cervejas Spoller, Colônia e Xingu, além dos refrigerantes Spoller e Royal Crow (RC). A fábrica também vai engarrafar as aguardentes Caninha e Telecoteco. Nos próximos 15 dias, a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) deve entregar aos empresários o resultado do teste de qualidade e de vazão da água. A meta da empresa é que a unidade esteja produzindo até o final do ano.
O terreno escolhido pelos empresários fica às margens da BR-369, na Cidade Industrial de Londrina. A necessidade da companhia é por uma área de 100 mil metros quadrados. A área deverá ser doada à empresa pela prefeitura, conforme prevê a legislação municipal de incentivos industriais. A nova fábrica representa uma parceria entre a Caninha Oncinha, de Ourinhos, e Bebidas Sulamericana, de Toledo.
O diretor-presidente da Caninha Oncinha, Nildo Ferrari, confirmou ontem à tarde que a disparada do dólar no último mês não vai interferir no cronograma da empresa. O investimento do grupo será de US$ 16 milhões ao longo dos próximos quatro anos. A indústria deverá gerar 80 empregos inicialmente e cerca de 250 postos diretos até 2002.
Esta alta da moeda americana vai servir para reativar a indústria nacional, deixando o produto brasileiro mais viável, afirmou Ferrari. Ele acredita que o câmbio deverá ficar na casa de R$ 1,60, passado este período de instabilidade. No setor cervejeiro, informou ele, quem poderá ser beneficiado imediatamente são os produtores paranaenses de malte, em Guarapuava. No caso, o produto terá competitividade para concorrer com o malte importado.
Segundo o empresário, a fábrica necessita de uma fonte dágua com vazão de 60 metros cúbicos/hora. Técnicos da Codel informaram ontem que estão otimistas com relação à área selecionada pela empresa. Segundo os técnicos, Londrina está situada acima do aquífero Botucatu, o que significa acesso à água de qualidade e abundante com perfuração de postos semi-artesianos.
A expectativa da prefeitura é de que os testes possam estar concluídos em 15 dias. Se a empresa aprovar definitivamente, a Codel consultará órgãos ambientais para aprovação da instalação da empresa. Definida esta etapa, a prefeitura providenciará a desapropriação e doação da área à companhia, um processo que deve levar 60 dias. Ferrari confirmou que, uma vez que o terreno esteja nas mãos da companhia, em seis meses a empresa estará pronta para iniciar a produção.Josoé de CarvalhoInício de obrasNildo Ferrari e o filho Nilo, na área escolhida para a fábrica: produção começa ainda este anoPedro Livoratti





