OMC dará palavra final no caso Embraer x Bombardier
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Londres - A Organização Mundial do Comércio (OMC) deve anunciar amanhã se confirma ou não sua decisão anterior de responsabilizar o Canadá por ter quebrado as regras internacionais ao oferecer subsídios para as exportações de aviões da Bombardier, em prejuízo das exportações da brasileira Embraer. A expectativa em Genebra é de que a decisão anterior, favorável ao Brasil, seja confirmada.
A disputa entre o Canadá e o Brasil é tão acirrada nesta área que representantes dos governos dos dois países vão se reunir no dia 8 de fevereiro em Nova York para tentar negociar um acordo que termine esta disputa, que se prolonga há anos.
Carta enviada ao Financial Post do Canadá pelo vice-presidente da Embraer, Henrique Rzezinski, diz que, diante da atitude do governo canadense no passado, fica difícil dar um voto de confiança ao Canadá nas negociações.
O executivo da Embraer mencionou ações do governo canadense que, segundo ele, incluíram o ocultamento de alguns subsídios e de informações para o painel de árbitros da OMC.
Uma autoridade canadense contatada pelo Financial Post refutou a declaração de Rzezinski, alegando que a Embraer é que não tem interesse em acabar com a guerra de subsídios, o que poderá significar o fim dos financiamentos com taxas de juros menores que ajudaram a empresa brasileira a se tornar a segunda maior fabricante de aviões regionais do mundo, após a Bombardier.
No ano passado, a crise entre das duas empresas respingou no mercado da carne com o Canadá suspendendo as importações de carne bovina do Brasil e prejudicando a imagem do produto brasileiro. Estados Unidos e México acompanharam a decisão do Canadá. Mas, quando o Brasil conseguiu provar o bom nível de sanidade da carne bovina, o episódio acabou se transformando em bom marketing para os exportadores de carne do Brasil que aumentaram suas vendas no mercado europeu.


