OMC dá 'novo fôlego' ao Mercosul
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quarta-feira, 04 de agosto de 2004
Fabíola Salvador<br> Agência Estado 
Brasília - As duas vitórias preliminares obtidas pelo Brasil na Organização Mundial de Comércio (OMC) contra subsídios agrícolas primeiro no caso do algodão dos Estados Unidos e agora no açúcar europeu enfatizam a necessidade do País ''não titubear quando for prejudicado no comércio internacional''. A avaliação é do chefe do Departamento Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antônio Donizeti Beraldo.
Ele lembrou que açúcar e algodão são os produtos agrícolas mais subsidiados do mundo. Segundo o representante da CNA, ao condenar os subsídios europeus à produção de açúcar a OMC deu novo fôlego às negociações comerciais entre o Mercosul e a União Européia. O resultado prático e imediato da decisão, avaliou, pode ser a oferta de uma cota para importação de açúcar dos países do Mercosul. Nas negociações, a UE havia oferecido ao Mercosul uma cota de 500 mil toneladas de álcool, o equivalente a 1,25 milhão de litros.
O acordo entre o Mercosul e União Européia será discutido em vários encontros, na próxima semana, informou Beraldo. Ontem mesmo, a CNA recebeu do negociador da União Européia na área agrícola, João José Pacheco, um pedido de reunião com as principais lideranças do agronegócio brasileiro. Nesse encontro, que deverá ocorrer na próxima segunda ou terça-feira, na sede da CNA, em Brasília, Pacheco deverá apresentar as propostas do bloco europeu para o acordo.


