Genebra - O governo brasileiro ganhou ontem um aliado na luta contra as barreiras européias às exportações de frango. A Organização Mundial do Comércio (OMC) aceitou a queixa feita pela Tailândia contra Bruxelas pelo protecionismo europeu ao frango. Os dois países se queixam de que os europeus fizeram mudanças técnicas para que o frango comprado do exterior fosse obrigado a pagar uma taxa maior.
Segundo os europeus a mudança foi necessária porque os exportadores estavam aproveitando uma brecha na legislação para conseguir que seus produtos entrassem com uma carga menor de tarifas. Brasileiros e outros exportadores estariam colocando o mínimo exigido de sal na carne para que o produto recebesse uma taxa de importação menor que o imposto cobrado para a carne congelado.
Desde que essa estratégia foi adotada pelo Brasil, a União Européia alerta que as exportações do país explodiram e o aumento súbido das vendas teria causado uma queda nos preços europeus do frango. Pela nova lei de Bruxelas, portanto, a exigência de teor de sal no frango passa de 1,2% para 1,9% para que a tarifa aplicada seja de apenas 15,4%. Caso o teor de sal não respeite o novo nível, a tarifa chegaria a 70%.
O Itamaraty argumenta que asexportações podem ser afetadas. A OMC iniciará investigações para saber se o argumento deve ser atendido. Caso a entidade dê razão aos dois países exportadores, os europeus serão obrigados a voltar atrás.

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