A Organização Mundial do Comércio (OMC) decidiu ontem abrir um novo ‘‘panel’’ (mecanismo de solução de controvérsias) para avaliar, a pedido do Canadá, o Programa de Financiamento das Exportações (Proex 3), cuja utilização, para financiar as vendas externas da Embraer, está sendo questionada pelo governo canadense, em defesa dos interesses da Bombardier. O embaixador do Brasil na OMC , Celso Amorim, que sentou-se ao lado do representante canadense, disse que ‘‘a reunião foi dura, mas amistosa’’.
Embora o tema oficial do encontro fosse a disputa Bombardier-Embraer, os debates foram dominados pela proibição da importação de carne bovina brasileira pelo Canadá, questão colocada por Amorim.
Embora ainda não oficialmente, o Brasil levou ontem para a OMC a discussão sobre a proibição das exportações da carne brasileira. Amorim disse que a opinião pública brasileira já vinculou a proibição das exportações da carne à disputa entre a Embraer e a Bombardier. ‘‘Os canadenses substimaram a capacidade de a opinião pública brasileira se indignar com um ato arbitrário’’, disse Amorim numa coletiva à imprensa logo após a reunião em Genebra. Já o representante canadense, embaixador Sergio Marchi, negou novamente que os dois temas tenham qualquer conexão. ‘‘Essa é uma afirmação séria e equivocada’’, afirmou Marchi.
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