Oliveira perdeu dinheiro 'e até o talão de cheque'
O sonho do ex-posteiro Sérgio Paulo de Oliveira é limpar seu nome em Londrina, sujo desde que ele teve que fechar o Posto Manaim, na avenida Leste-Oeste, há dois anos. Durante um ano ele tocou o estabelecimento mas disse não ter conseguido pagar nem o aluguel contratado com a Esso, de R$ 3 mil. Acabei com o nome no SCPC e no Serasa, revelou, contando que perdeu até o direito ao talão de cheques.
O ex-empresário disse ter tentado negociar o pagamento de um valor menor de locação com a distribuidora, sem conseguir. A Esso entrou com uma ação judicial e, depois de um ano, devolvi as chaves do posto na Justiça.
Oliveira trabalhou com comércio de motos durante 30 anos. Ao receber uma herança, desfez a antiga sociedade e resolveu apostar no novo negócio. Me arrependo de ter escolhido posto de gasolina. Quando vejo algum novo abrindo, fico com pena do dono. Eu perdi um terreno e duas casas que valiam R$ 95 mil. Ao todo, o prejuízo chegou a R$ 350 mil, contabiliza.
Uma fazenda, que também recebi de herança, está alienada. Depois que a ação for julgada, pretendo vendê-la para pagar minhas dívidas com outras distribuidoras, planeja. Ele diz que tem esperança em ganhar a ação. Depositei R$ 43 mil em juízo referente aos aluguéis. Mas estou pedindo o ressarcimento de R$ 26 mil que investi na reforma do posto e a devolução do pagamento do ponto, que custava R$ 2 mil por mês.
Oliveira avalia o ramo de combustíveis como sendo um negócio envolvente, em que o empresário perde dinheiro sem perceber. O dinheiro entra no caixa diariamente mas as dívidas são sempre altas. Além disso, a inadimplência é muito grande no setor, reclama. A Folha tentou entrar em contato com a Esso ontem à tarde mas não obteve retorno.(C.L.)





