A China passou a pressionar o governo brasileiro para que adote menos barreiras comerciais aos produtos importados do país asiático, que quer passar a ser considerado como uma economia de mercado. A adesão chinesa à Organização Mundial do Comércio (OMC) ocorreu em 2001, em processo previsto para durar 15 anos e que termina no dia 11 de dezembro, conforme publicado pelo jornal "O Estado de S.Paulo".
O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou em 2005 que o Brasil aceitaria a China como economia de mercado, na esperança de conseguir o apoio chinês para o Brasil como membro do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Porém, Pequim não corroborou a candidatura do Brasil. Por isso, o atual governo brasileiro adotou a interpretação de que não existe uma lista de quem é e de quem não é uma economia de mercado.
Questionado sobre o tema, o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, acredita que a atual posição do País pode interferir negativamente na negociação com os chineses para habilitar frigoríficos médios nacionais para exportação de carne bovina. "O comércio exterior é sempre uma via de mão dupla. Essa é uma política de governo e não cabe a mim comentar o caso especificamente, mas, de forma geral, é preciso reciprocidade." (F.G.)

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