Foz do Iguaçu – A ampliação do uso do óleo de soja na produção de combustíveis, materiais plásticos e tintas é uma das alternativas para diminuir os índices de poluição no mundo. Pesquisa norte-americana apresentada ontem no 2º Congresso Brasileiro de Soja, em Foz do Iguaçu, demonstra avanços e economia dessa tecnolgia. O evento termina amanhã.
Projeto do Centro Nacional de Pesquisa para Utilização de Produtos Agropecuários do Departamento de Agricultura dos EUA introduziu a novidade em tintas para imprimir jornais, hoje usada por 8% da imprensa do país. O produto é composto por 85% de óleo vegetal e 15% de pigmentos, dispensando a resina – responsável por 15% da fórmula convencional.
Segundo a pesquisadora norte-americana Sevim Erhan, a tecnologia permite um produto ‘‘mais brilhante e de melhor qualidade’’, além de facilitar a reciclagem porque a tinta solta do papel com facilidade durante o reaproveitamento. Em sua opinião, o uso do óleo vegetal tende a expandir.
Das 9,09 milhões toneladas de óleo de soja dos EUA, 226 mil toneladas têm uso não alimentar (industrial) e 68,1 mil toneladas como biodiesel. Existe um lobby para pelo menos 1% da frota norte-americana ser obrigada a usar produto, aumentando o consumo para 71,5 mil toneladas. O biodiesel é composto por 80% de óleo de petróleo e 20% de óleo de soja.
A novidade é testada na fabricação de plástico de diferentes resistências, como pará-choque de automóveis. Sevim contou que a Nike, por exemplo, tem interesse em usar o óleo na sola de tênis para diminuir o impacto com o solo. O produto pode ser aproveitado ainda como lubrificante do elevador da Estátua da Liberdade.
O Brasil também tem pesquisas dentro do setor. O professor Paulo Suarez, da Universidade de Brasília (UnB), explica que óleo de soja garante melhoria na combustão quando misturado ao petróleo. Segundo ele, o produto reduz em até 20% os níveis de poluição causados pelo petróleo.

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