OIT registra queda do desemprego na AL
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quinta-feira, 09 de setembro de 2004
Agência Folha 
São Paulo - O crescimento econômico combinado ao cenário internacional favorável serviram para reduzir o desemprego e aumentar os salários na América Latina. Estudo divulgado ontem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que a taxa aberta de desemprego urbano da América Latina ficou em 10,9% da População Economicamente Ativa (PEA) no primeiro semestre de 2004.
Esse resultado representa uma queda de 3,54% em relação ao mesmo período de 2003, quando o desemprego atingia 11,3% da PEA da região. Ao mesmo tempo, os salários mínimos reais aumentaram 10,8%, e os salários industriais avançaram 6,6%.
Pelos cálculos da OIT, a taxa média anual de desemprego da América Latina poderá ficar em 10,6% em 2004 se o ritmo de aumento do emprego se manter até o final do ano. A taxa média de desemprego de 2003 foi de 11,1%. No entanto, o estudo - que analisa o comportamento do mercado de trabalho de nove países, que representam 90% da PEA da América Latina - mostra que a reação do emprego ocorreu de forma desigual nos países da região.
Em alguns países, como Argentina (de 20,4% para 14,4%) e Uruguai (de 18,1% para 13,5%), a taxa de desemprego caiu de forma significativa. Em outros, como Equador (de 6,7% para 8,1%) e Peru (de 9,7% para 10,1%), o desemprego aumentou.
Jovens e mulheres - O estudo mostra, entretanto, que o desemprego continua atingindo de forma mais intensa os jovens e mulheres da América Latina. ''Ainda é muito cedo para dizer que o pior já passou'', disse Daniel Martinez, diretor-regional da OIT para a América Latina e o Caribe. ''Mas se as projeções sobre o crescimento econômico se mantiverem nos níveis atuais e a criação de emprego estiver no centro das políticas macroeconômicas e sociais, podemos manter um otimismo prudente sobre a situação do emprego na América Latina.''
Os dados dos primeiros três meses do ano em nove países selecionados - que representam 93% do PIB regional - apontam para um crescimento econômico de 5,7% na região. No mesmo período de 2003, a economia dos mesmos países havia crescido só 1,6%. Essa seria a maior taxa de crescimento dos últimos cinco anos.
De acordo com o estudo, houve melhora do mercado de trabalho na Argentina, melhora moderada na Colômbia e Venezuela, estagnação no Brasil, Chile, Equador e Uruguai e pequeno retrocesso no México. A análise leva em conta vários fatores, como taxas de emprego e desemprego e os salários mínimos e industriais reais.


