GENEBRA - A Organização Internacional do Trabalho (OIT) propôs uma nova série de medidas concretas, como uma ‘‘marca social mundial’’ aos países, a fim de dar maior vigor à sua campanha para promover o progresso social junto com a globalização econômica, disse o diretor-geral da OIT, Michel Hansene, ontem em Genebra.
A primeira desta série de medidas é uma ‘‘marca social mundial’’ que será entregue aos países que mostrem um respeito pelos direitos humanos e princípios trabalhistas, acrescentou Hansenne.
O diretor da OIT reconheceu que muitas iniciativas privadas se estavam aplicando com vistas a melhorar as condições de trabalho, mas estas iniciativas poderiam ser ambíguas e arbitrárias.
Ao beneficiar alguns trabalhadores e, talvez, deixar outros fora de nossa esfera, ‘‘não podemos estar seguros de que não provocaremos algum tipo de protecionismo disfarçado’’, disse aos jornalistas.
Uma marca social mundial controlada pela OIT é uma ‘‘melhor alternativa’’, assinalou Hansenne, ao dizer que se incluirá um sistema de ‘‘inspeções internacionais legais independentes’’, no âmbito de uma Convenção.
A idéia da marca é uma das medidas preconizadas pela OIT em um informe publicado ontem e que será apresentado à Conferência Internacional do Trabalho, junho próximo em Genebra.
As outras armas ‘‘morais’’ que a OIT contempla para impulsionar as condições humanas junto com a globalização econômica são: promover a ratificação das sete convenções da OIT, uma nova Declaração contemplando a Constituição da OIT, e relatórios periódicos realizados pela Organização sobre o progresso - ou retrocesso - social de seus membros.

mockup