A exportação brasileira de manufaturados cresceu entre 1980 e meados dos anos 90, mas a liberalização comercial teve, a curto prazo, ''um ligeiro impacto negativo no emprego'', segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A mão-de-obra ocupada na indústria de capital intensivo diminuiu 32% entre 1990 e 1997. Nas indústrias que ocupam intensivamente a mão-de-obra, a redução foi de 13%. Nem todo esse declínio, segundo o trabalho divulgado pela instuição, pode ser atribuído a abertura comercial, porque a reforma ocorreu durante uma fase de inflação alta e recessão.
Esses dados constam de um relatório sobre efeitos sociais da globalização, divulgado na semana passada. A teoria econômica padrão, segundo os autores do estudo, afirma que a liberalização comercial é sempre favorável aos países em desenvolvimento, porque estimula a eficiência e o crescimento, ampliando as oportunidades de emprego. Mas essa teoria, acrescentam, baseia-se em pressupostos que raramente se verificam na experiência comum.

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