OIT aponta iniciativas para aprimorar dados
O relatório aponta diversas ações que impulsionaram os avanços na luta contra o trabalho infantil nos últimos anos. O documento chama a atenção para o fato de que, apesar de o crescimento econômico ser importante, as opções políticas podem ser ainda mais. Como exemplo, nota que nunca foi tão claro como no período mais recente, de 2008 a 2012, o progresso continuado na luta contra o trabalho infantil, embora englobe anos de crise financeira mundial e suas consequências.
Com base no avanço de 2008 a 2012, a OIT estimou que em 2016 haverá 134 milhões de crianças em trabalho infantil, com 65 milhões em trabalhos perigosos, e em 2020 existirão 107 milhões de crianças trabalhadoras, com 50 milhões em trabalhos perigosos.
A OIT aponta uma série de iniciativas para aprimorar os dados sobre trabalho infantil e como combatê-lo, como o melhoramento das bases de dados estatísticos em nível mundial e regional, respostas específicas para grupo etário e gênero, atenção especial à agricultura e à África Subsaariana e cooperação e parcerias internacionais.
Brasil
O Brasil é mencionado apenas no que diz respeito a um aumento na importância relativa do trabalho infantil no setor de serviços. Segundo o relatório, parte desse aumento pode ser devido ao fato de que menos crianças trabalhadoras estão na categoria "não definido" em 2012, apontando para um melhor cálculo das crianças no setor de serviços, em especial os da economia informal.
"Esses resultados em nível mundial são semelhantes aos resultados nacionais em países como o México, o Brasil e a Indonésia, o que mostra também que o trabalho infantil fora da agricultura, e particularmente o trabalho infantil nos serviços, está ganhando terreno em termos de importância relativa", diz o documento. (R.C./AE)





