OIE certifica Paraná como área livre
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segunda-feira, 22 de maio de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
A Organização Internacional de Epizotíase (OIE) anunciará nesta quarta-feira, em Paris, o reconhecimento do Paraná e dos demais Estados que compõem o circuito Centro-Oeste como área livre de febre aftosa com vacinação. A reunião servirá para consolidar um trabalho que vem sendo desenvolvido com mais intensidade desde 1995 pelos pecuaristas, entidades ligadas ao setor e pelos governos estadual e federal.
A decisão da OIE representa o voto dos 155 países-membros que, após uma análise completa dos laudos feitos nos rebanhos bovinos e bubalinos, entenderam que poderiam garantir a certificação.
O Paraná montou uma comitiva especial para acompanhar o anúncio da OIE. - Embarcaram no domingo para Paris e estarão presentes na reunião lideranças agropecuárias, deputados estaduais e federais e representantes do governo do Estado. A organização do grupo que foi a Paris é da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). Os demais Estados que fazem parte do circuito Centro-Oeste (São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás) também estão representados por delegações que, somadas, chegam a 200 pessoas.
Os trabalhos na OIE organização com sede em Paris foram abertos no sábado à noite, em uma solenidade que já contou com alguns paranaenses. Durante toda a semana, os membros da OIE discutirão vários temas ligados à questão da sanidade animal no mundo. Entre os assuntos de destaque está o combate à febre aftosa.
Para o Paraná, receber a certificação de área livre da doença com vacinação representa o primeiro passo para ampliar a exportação de carne, que hoje é de 571 mil toneladas anuais. O segundo passo desta campanha será o reconhecimento do Estado como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que permitirá que a carne paranaense compita com carnes da Argentina, por exemplo. Esta certificação deve ser obtida em dois anos. A maioria dos importadores europeus ainda faz restrições à compra de carne bovina que tenha sido vacinada.
O reconhecimento do circuito Centro-Oeste pela OIE é importante para todo o País, pois trata-se do maior pólo produtor nacional de carne. Os seis Estados têm o maior rebanho bovino, com 83,2 milhões de cabeças de gado, pouco mais da metade do restante do Brasil. Por enquanto, apenas Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm o reconhecimento da OIE como áreas livres da febre aftosa.


