OIE aprova controle da vaca louca no Brasil
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terça-feira, 03 de julho de 2001
Gecy Belmonte Agência Estado 
O Brasil obteve ontem o apoio de um importante aliado na conquista de mercados para as carnes brasileiras no exterior: o do presidente do Escritório Internacional de Epizootias (OIE), Romano Marabelli. Depois de três dias no Brasil, onde visitou fazendas e frigoríficos em Santa Catarina e no Paraná, Marabelli aprovou o controle sanitário exercido pelo governo para evitar a contaminação dos rebanhos brasileiros pela doença da vaca louca - ou Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE, na sigla em inglês).
O controle do Brasil sobre a BSE é bom. E o Brasil deve continuar fazendo parte do grupo de países que não possuem a doença, atestou.
Segundo ele, a tendência é de que a BSE, mal que afeta o sistema nervoso dos animais e que é transmitida ao homem, diminua cada vez mais em todo o mundo.
As declarações de Romano Marabelli foram feitas durante almoço oferecido pelo ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, ao presidente do OIE, na sede da Embrapa. Em clima bastante descontraído, Marabelli teve a oportunidade de degustar diversos tipos de carnes brasileiras, em um churrasco que reuniu políticos e representantes do agronegócio.
Sobre a incidência de febre aftosa no Brasil, Marabelli, que fala um português fluente, foi diplomático. Disse que agora tem condições de analisar a metodologia brasileira usada para combater a doença não só sob a ótica do governo federal, mas também dos Estados. Salientou que as medidas adotadas para erradicar a aftosa são de competência exclusiva do Brasil e dos governos estaduais.
Ele também disse que o retorno da aftosa não prejudicou tanto a imagem do País no exterior como as autoridades sanitárias temiam. A União Euorpéia, que é um nome importante no cenário mundial, não fechou as portas ao Brasil. Os Estados livres da doença com vacinação continuaram exportando carnes, observou.


