Carmem Murara
De Curitiba
O Paraná acaba de dar mais um passo em busca do reconhecimento como estado livre da febre aftosa ‘‘com vacinação’’. É que a Organização Internationcal de Epizotias (OIE) – organismo com sede na França – deu ontem parecer favorável aos relatórios sorológicos e aos métodos de controle sanitário adotados pelo Circuito Pecuário Centro-Oeste para controlar a entrada de animais com febre afosa. Os relatórios e o material colhido dos rebanhos bovinos e bubalinos, nos últimos seis meses, foram levados a Paris por técnicos do Ministério da Agricultura.
A decisão da OIE representou mais um avanço para que Paraná, São Paulo, Mato Grosso, parte de Minas Gerais e Goiás, além do Distrito Federal sejam reconhecidos como áreas livres de febre aftosa com vacinação.
A certificação deverá sair em abril deste ano e permitirá que o mercado internacional aceite com mais facilidade a compra de carne bovina produzida nos Estados que compõem o circuito, considerado um dos maiores do mundo. Com receio da febre aftosa, todos os países fazem restrições à carne produzida no Brasil, com exceção das carnes do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que já são zonas livres da doença.
O parecer do Ministério foi recebido com muita satisfação no Estado. ‘‘Significa uma vitória para o circuito’’, disse ontem o delegado federal da Agricultura no Paraná, José Roberto Borghetti, que recebeu a informação do ministro Pratini de Moraes. Ele reforçou a necessidade que o Paraná tem de manter as barreiras sanitárias na divisa com o Mato Grosso do Sul. Desde o registro de um foco de febre aftosa, em Naviraí, no início do ano passado, o Mato Grosso do Sul não faz parte do circuito, integrando uma zona tampão.
O chefe de Serviços de Defesa Animal do Ministério da Agricultura, Vanderlei Giordani, disse que as principais barreiras sanitárias, no Estado, estão nas regiões de Guaíra (Oeste) e São Pedro do Paraná (Noroeste). Está restrita a venda de carne com osso e os animais vivos tem que passar por um período de quarentena. Em todo o circuito centro-oeste foram vacinados 70 milhões de animais, entre os dias 1º e 20 de dezembro. No Paraná, a vacinação atinge 9,2 milhões de cabeças entre bovinos e bubalinos. O Paraná está há 4,5 anos sem registrar focos de febre aftosa. Nos demais demais Estados, esse período cai para três anos.Paraná deu mais um passo em busca da área livre de aftosa. OIE aprovou ontem a vacinação para combater o vírus
ESFORÇO COMPENSADOValeu o empenho das liderança do Paraná na campanha contra aftosa: OIE reconheceu eficácia. Na foto, Edison Ponti, coordenador do CSA, que incentivou a imunização na região Norte, ano passado

mockup