A Organização Internacional de Episótias (OIE), com sede em Paris, divulgou em sua página na Internet que até 14 de abril havia na Argentina 291 focos de febre aftosa.
Segundo um informe divulgado pela OIE em 20 de abril, baseado em relatórios semanais do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina, a província mais afetada é Buenos Aires - com maior número de cabeças de gado - com 219 focos.
Além dos 182 focos já existentes, outros 109 surgiram em sete províncias: Buenos Aires, Córdoba, Entre Ríos, Santa Fé, La Pampa, San Luis e Santiago del Estero. A doença se manteve estável em Santiago do Estero, com apenas um foco, mas aumentou levemente nas outras cidades.
Em maio de 2000, a OIE declarou a Argentina livre de aftosa sem vacinação, reconhecendo a luta de quase 40 anos do governo para erradicar a doença, depois de uma campanha de vacinação com um produto criado no país. Em fevereiro de 2001, entretanto, a instituição suspendeu a garantia concedida.
Apenas em 13 de março deste ano, o Senasa confirmou a existência de um foco de febre aftosa em Buenos Aires. Em meados de abril, o último balanço oficial era de 175 focos no país. Na semana passada, o presidente do Senasa, Bernardo Cané, começou uma viagem internacional para apresentar um plano contra a aftosa.
O setor pecuário do país conta com 70 milhões de cabeças, das quais 50 milhões são de gado.

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