Oídio ataca lavouras de soja na região de Maringá
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de fevereiro de 1999
Marcos Zanatta 
Os produtores de Floresta , na região de Maringá, estão assustados com o aparecimento do oídio nas lavouras de soja. Causada por fungos a doença é mais comum no inverno, mas tem se proliferado com as condições favoráveis do clima nas últimas semanas. O agrônomo Paulo Roberto Milagres, da Emater de Floresta, diz que os agricultores estão assustados com a doença, que não deve causar maiores prejuízos. Muitos produtores tem solicitado vistoria nas lavouras, mas a situação não é de preocupar, alerta ele.
Nem sempre, segundo Milagres, existe necessidade de aplicação de defensivos. Se a soja estiver em fase de maturação, é dispensado o uso de qualquer produto contra a doença, garante ele. O produtor que for orientado a utilizar fungicidas deve ficar atento, já que nem todos são recomendados para a soja. Pelos cálculos de Milagres pelo menos 20% da área de soja de Floresta apresenta o oídio, mas apenas 5% ou menos necessitam de algum tratamento.
Ele explica que onde o produtor reconhece a doença e inicia um tratamento no período correto, não existem perdas. Caso a doença se instale por completo o risco pode ser maior, diz. A saída é a partir da próxima safra o produtor utilizar variedades de sementes resistentes à doença e seguir o período recomendado para o plantio, já que nessa época é comum o excesso de chuva nos últimos anos. Por enquanto, não existe previsão de perdas por causa do oídio na soja.


