OIC deve apoiar diversificação
São Paulo A ação da OIC, do lado da oferta, deverá incluir políticas de qualidade e de apoio à diversificação da atividade. Os cafeicultores terão maior segurança, segundo Osorio, se puderem complementar sua renda com outros produtos, como feijão, milho e pimenta do reino. Em alguns casos será preciso apoiar a erradicação, especialmente em áreas onde se plantou café de forma indiscriminada na fase dos preços altos. No México há um projeto de reflorestamento de uma área de 500 hectares em Vera Cruz. A OIC reúne 74 países, 30 dos quais importadores. Os EUA haviam deixado a organização em 1993 e acabam de retornar.
O que se deve buscar, segundo Linneu da Costa Lima, é uma coordenação com os consumidores, para que seja possível estimar as necessidades e planejar a oferta a longo prazo. Isso implica manter os preços numa faixa que assegure a remuneração mas não estimule o plantio desordenado. Os produtores podem ganhar dinheiro com a cotação entre US$ 1 e US$ 1,20 por libra-peso. Se houver uma grande quebra e os preços explodirem, o plantio poderá de novo expandir-se e em poucos anos haverá nova crise. Preço muito alto também pode ser ruim.
A safra de 2006, segundo Costa Lima, poderá ser crucial para a evolução do mercado. O Brasil precisará colher 43 milhões de sacas para garantir a exportação de 27 milhões e o abastecimento interno. Com mais uns 2 milhões poderá reforçar os estoques. (R.K./AE)





