Mais de 11 representantes de municípios paranaenses estão participando de uma oficina organizada pela Paraná Turismo com o objetivo de orientar técnicos da área para o plano de desenvolvimento do turismo em cada cidade. A oficina começou ontem e prossegue até quinta-feira, no Sesc da Rua Fernando de Noronha, em Londrina. O encontro é o primeiro da terceira fase do Programa Nacional de Municipalização do Turismo (PNMT), elaborado pela Embratur.
No Paraná, 122 municípios estão envolvidos no programa, que pretende desenvolver o potencial da chamada indústria do turismo. ‘‘Não é necessário ter atrativo natural, pode-se elaborar um projeto turístico a partir de um diferencial qualquer’’, informa a chefe de departamento da diretoria técnica da Paraná Turismo, Deise Bezerra. O Paraná é considerado um Estado com grande potencial turístico, que atrai anualmente 2,8 milhões de turistas. Os principais pólos estaduais são Foz do Iguaçu e Curitiba, considerados respectivamente o terceiro e quarto parques hoteleiros do País.
Segundo Deise, a preocupação do governo é fomentar o turismo pelas várias regiões do Estado, a partir do envolvimento das prefeituras. Ela explica que a exploração do turismo nos municípios paranaenses está ligada aos setores de eventos, ecoturismo e cultural. ‘‘Estamos querendo com que o turismo seja visto como uma atividade econômica, ou seja, que deve ser absorvido pelas prefeituras porque gera empregos e benefícios’’.
A diretora de turismo da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Márcia Bounassar, está participando da oficina para atualizar o plano do município. Segundo informou, o plano londrinense delineia linhas específicas de atuação. ‘‘Nossa vocação está ligada ao aproveitamento do turismo de eventos e agroturismo’’, explica.
De acordo com a diretora da Codel, no próximo ano Londrina estará sediando pelo menos três grandes encontros nacionais, que deverão atrair mais de mil pessoas cada um. Paralelamente, o Convention Bureau, instituído no município em agosto, trabalha para trazer à cidade encontros e congressos técnicos de médio porte. ‘‘Cerca de 70% dos eventos técnicos têm menos do que 500 pessoas e são nestes encontros que estamos interessados’’.

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