A mais nova central sindical do País foi oficializada ontem à tarde, depois de dois dias de congresso no qual 2.500 delegados elegeram sua primeira diretoria executiva. A Social Democracia Sindical (SDS), presidida por Enilson Simões de Moura, o Alemão, terá arrecadação inicial de R$ 90 mil por mês, rateada entre 650 sindicatos que representam seis milhões de empregados. Dos sindicatos, 40% pertencem ao setor de serviços - o que mais vem crescendo em número de empregados. Os números, segundo Alemão, serão comprovados em breve, com documentos de filiação assinados no congresso.
A central agora deve buscar reconhecimento internacional e no governo. Pretende, a exemplo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Força Sindical e da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), tornar-se membro das organizações sindicais mundiais. No Brasil, quer disputar espaço em conselhos como o do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) da Previdência e outros.
Outras duas centrais - Central Geral dos Trabalhadores (CGT) e Coordenação Autônoma dos Trabalhadores (CAT) - não conseguiram este reconhecimento até hoje. Para Alemão, o que diferencia o seu grupo não é apenas a ideologia - trata-se da primeira central que se declara social-democrata - mas sim a prática.

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