Ofertas dos bancos devem ser avaliadas
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quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
São Paulo - As receitas de prestação de serviço dos 11 maiores bancos do País cresceram 1.017% desde 1994, quando o Banco Central permitiu a cobrança de tarifas pelas operações realizadas aos clientes. Segundo dados do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, de lá pra cá a população brasileira já pagou R$ 45,4 bilhões às instituições financeiras em tarifas e taxas cobradas. Naquela época, segundo a entidade, as receitas pagavam cerca de 25,4% da folha de pagamento desses bancos. Hoje paga todas as despesas de pessoal e ainda sobra o equivalente a 30,6% das receitas.
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o aumento das receitas de serviço deve-se à expansão da base de clientes, quantidade e diversidade de produtos oferecidos e ao aumento das transações bancárias, entre outros fatores.
Análise - Antes de se deixar seduzir pelas ''vantagens'' oferecidas pelos bancos, o consumidor deve fazer uma análise para definir se uma conta corrente realmente é necessária. ''Se a pessoa nunca teve conta e viveu bem sem o banco ela deve pensar bem antes de aceitar a proposta. Os benefícios são caros porque os bancos cobram pelos seus serviços'', explica Vandir Bokorni Fernandes, professor de Finanças Pessoais da Unopar.
Na avaliação do professor, o consumidor deve fazer uma análise detalhada do contrato proposto porque, em muitos casos, a cobrança por um determinado serviço não é informada. A emissão do talão de cheques seria um destes casos, uma vez que instrução normativa do Banco Central (BC) determina a obrigatoriedade de emissão de um talonário por mês, o que nem sempre é cumprido pelas instituições. Outro exemplo é manutenção de saldo médio, exigido por alguns bancos.
Por isso, antes de abrir uma conta corrente é importante consultar o site do BC (www.bcb.gov.br), que informa todas as tarifas e serviços cobrados por todos os bancos. Além disso, as agências são obrigadas a fixar em local visível os valores cobrados por todas as tarifas e serviços. ''A pessoa deve analisar e escolher o melhor pacote para o seu perfil porque manter conta corrente é caro. Em média, o consumidor vai gastar entre R$ 10 e R$ 30 com a manutenção da conta'', comenta o professor.
Sobre a oferta de cartões de crédito ou antecipação de salário, 13º ou restituição do Imposto de Renda, a análise deve ser cuidadosa. ''Cartão é bom para quem sabe comprar, que tem consciência de poupador, mas pode ser uma arma para compradores compulsivos'', afirma Fernandes. Para a antecipação de crédito, deve ser levado em conta a necessidade do dinheiro. ''O banco vai cobrar por isso. Se o dinheiro for usado para fazer compras não vale a pena, mas se for para sair de outra dívida com juros mais alto pode ser vantajoso'', compara. (Com Agência Estado)


