Um novo recorde de preços do petróleo, ontem em Nova York, foi a demonstração clara de que o mercado continua a apostar em um quadro de desequilíbrio da oferta em relação à demanda da commodity e de derivados para o quarto trimestre, a despeito do aumento do teto de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em 800 mil barris por dia (3,1%), anunciado domingo.
O barril do petróleo WTI, negociado em Nova York, para entrega em outubro atingiu, no pregão de ontem a marca de US$ 35,85, o preço mais alto desde a crise do Golfo Pérsico, em 1990. Mas o contrato de outubro acabou fechando a US$ 35,14 o barril, com alta de US$ 1,51. Em Londres, o contrato de outubro do petróleo Brent subiu US$ 0,80, fechando a US$ 33,58 o barril.
A Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) rejeitou qualquer responsabilidade pela alta contínua do preço da gasolina, e estimou que os impostos sobre o petróleo nos países ocidentais e em particular europeus, assim como a especulação nos mercados, são os culpados.
Durante o fim de semana, a União Européia (UE) foi a mais ativa em pressionar a reunião ministerial da Opep, em Viena, ao considerar que o preço do petróleo era ‘‘uma grande fonte de preocupação’’.
‘‘Se os países querem ajudar sua própria indústria e lhe oferecer uma energia menos cara, deveriam reduzir seus impostos’’ sobre o petróleo, redigiu os membros da Opep, em comunicado à imprensa. A conferência manifestou sua decepção ante o fato de que as nações da UE não reconhecem o papel que desempenham os impostos nos preços elevados da gasolina a varejo.
As diferenças entre os preços dos diversos petróleos no mercado (leve, suave, pesado e sulfuroso) são causa de manipulações nos mercados, ressalta a Opep. O presidente da entidade foi mais longe: ‘‘É um equívoco dizer que os preços triplicaram nos últimos 18 meses; é muito mais correto dizer que os preços subiram a seus níveis atuais depois de quase uma década com uma média de US$ 18 por barril’’. (Com France Presse)

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