Oferta de empregos cresce na construção
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quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
A construção civil foi o segmento da economia londrinense que mais gerou empregos em termos percentuais neste ano. Estatísticas da Agência do Trabalhador mostram que nos primeiros nove meses do ano a oferta de novas vagas cresceu 7,18% na comparação com o mesmo período de 2006. Este crescimento gerou um saldo de 292 novas vagas de trabalho. Segundo as construtoras, o setor está em um momento positivo devido, principalmente, à facilidade de crédito.
Nos últimos 12 meses (outubro/07 a setembro/06), a geração de empregos foi ainda maior: um crescimento de 9,01% com relação ao período anterior. Depois da construção, o setor que mais criou postos de trabalho foram os serviços de utilidade pública (ongs), com índice de +6,54% e o setor industrial (+6,20%). No entanto, em números absolutos, os serviços - segmento que mais emprega na cidade - foram os ''campeões'' na criação de novas vagas: 2.471. Em seguida, novamente estão as indústrias, com a abertura de 1.503 novos postos.
Segundo o gerente da Agência do Trabalhador, Roberto Gonçalves, o aumento de vagas na construção reflete diretamente o desempenho da economia. ''A economia está aquecida, há incentivos do governo federal para a construção. Vemos na cidade novos imóveis e muitas obras'', observa. As construtoras Plaenge e Vanguard, por exemplo, contrataram cem novos funcionários nos últimos 12 meses, a maior parte deles para atuar em Londrina. ''Foram contratados engenheiros, arquitetos, administradores de empresas e advogados'', afirma o diretor da Plaenge, Alexandre Fabian.
Ele informa que a construtora conta com 80 pequenas empresas parceiras, que empregam de 10 a 15 pessoas cada uma e atuam em trabalhos especializados, como em alvenaria, assentamento de pisos e azulejos, impermeabilização e carpintaria. Segundo o encarregado do Departamento Pessoal da Quadra Construtora, José Alves de Lima, já está faltando mão-de-obra qualificada no mercado. ''Pedreiros bons já estão trabalhando, não encontramos mais'', observa. Ele diz que neste ano a empresa contratou cerca de 50 pessoas e que no ano passado entre 60 e 70 trabalhadores haviam sido demitidos.
''2006 não foi tão bom quanto este ano. Além disso, terminamos obras grandes no ano passado e foram feitas as demissões, é um comportamento tradicional do setor'', explica Lima. A contratação de novos profissionais não ficou restrita às construtoras, mas chegou também aos prestadores de serviços para o segmento e aos escritórios de arquitetura. O escritório Blanco Imagens, especializado em ilustração de obras ainda não lançadas, por exemplo, aumentou o número de funcionários em 25% neste ano. A demanda de serviços cresceu 40% com relação ao ano passado.
''No nosso caso, há uma grande demanda em virtude do aumento no número de lançamentos'', explica o arquiteto Fernando Blanco, proprietário do escritório. A Bohrer Arquitetura também aumentou sua equipe de arquitetos em 35% e o grupo de estagiários cresceu 50% desde o início do ano passado. (Com Redação)


