Os primeiros sinais da esperada recuperação da economia brasileira começa a ter reflexos em Londrina. No primeiro semestre de 2004, a oferta de empregos pela Agência do Trabalhador/Sine do município cresceu 190% em comparação ao mesmo período de 2003. Nos primeiros seis meses do ano, foram criados 3.713 postos de trabalho na cidade. De janeiro a junho do ano anterior, o Sine contabilizou 1.278 novos empregos gerados.
As informações são de Mauro Viecili, gerente da agência. Segundo ele, graças a essa performance, o crescimento do índice de postos de trabalho ativos em Londrina aumentou 6,99% nos últimos 12 meses. ''Enquanto no Brasil inteiro o desemprego está na faixa de 12%, abaixamos o índice de Londrina para 8,5%'', afirmou.
Apenas no mês de junho foram geradas 879 novas vagas. ''Foi o maior volume de colocações do ano'', disse Viecili, acrescentando que esse é o melhor desempenho de junho desde 1996. Uma das causas da performance positiva foi a contratação de 400 novos funcionários pela rede Super Muffato, que inaugurou uma loja na Avenida Tiradentes (zona oeste).
O gerente do Sine atribuiu a oferta positiva ao aquecimento econômico e aos incentivos da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) para ampliação de empresas já estabelecidas no município. ''Houve comprometimento das empresas beneficiadas para geração de empregos'', revelou.
Hoje, de acordo com Viecili, a maior demanda dos empregadores da cidade é na área de telecomunicações, no setor médico e na educação. De janeiro a maio, foram 267 novos postos para o setor educacional. Como os empregos são qualificados, a remuneração é maior, o que incentiva o consumo. Outra novidade é o aumento no número de empresas que busca profissionais com boa formação, mesmo que sem experiência.
Representantes de empresas privadas de recrutamento e seleção também observaram melhoria na oferta de emprego nos últimos meses. Mais comedidos, entretanto, eles preferem falar em recuperação ao invés de aumento dos postos de trabalho.
Na Labor, de acordo com o diretor Sílvio Lopes, a demanda dos clientes por novos funcionários aumentou 15% no primeiro semestre, com relação aos seis primeiros meses de 2003. ''Mas esse período do ano passado foi muito ruim. Acredito que tenhamos tido uma recuperação. Não dá para falar em super demanda'', confirmou. A expectativa da Labor é fechar 2004 com crescimento de 20% das contratações geradas pela empresa.
A diretora de negócios da ADM partilha da mesma opinião. Ela observou aquecimento do setor nos últimos dois meses, principalmente em contratações para as áreas administrativa, comercial e de produção. ''Como teve queda de oferta no início do ano, acredito que as coisas começam a voltar ao normal.''

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