Oferta de crédito deve crescer até meio do ano
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terça-feira, 05 de fevereiro de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
A alta do endividamento, que desacelerou as concessões de crédito no ano passado, deve perder força e a oferta de empréstimos voltará a crescer já no primeiro semestre deste ano, segundo a consultoria Serasa Experian. A expectativa é baseada no indicador de perspectiva de crédito, que subiu 1,4% e chegou a 100,3 pontos, conforme divulgado ontem. O sistema busca antever os movimentos do mercado com seis meses de antecedência.
Conforme o Serasa, a sequência de altas e a convergência para número próximo a 100 sinaliza que as concessões entrarão em rota de recuperação. Thiago Terzoni, da Terzoni Consultoria Empresarial, afirma que a projeção bate com as estimativas de bancos, instituições financeiras e empresários. "Isso possibilitaria fortalecer as relações de consumo."
Para o delegado da unidade londrinense do Conselho Regional de Economia (Corecon), Laércio Rodrigues de Oliveira, a previsão também se deve a um cenário de pleno emprego, do qual o País se aproxima. Ele diz que as vagas de trabalho com salários menores já sobram no Brasil e há necessidade de importar mão de obra, o que representa um momento econômico bom para o crédito. "Com renda maior, é possível ter crescimento no consumo interno, principalmente nas classes C e D, nas quais havia uma demanda reprimida por produtos mais caros", diz.
Oliveira afirma que o crescimento do endividamento não tem sido grande de um mês para o outro, o que mostra que são dívidas de curto prazo e que podem ser quitadas antes de o trabalhador fazer uma nova. "Ao mesmo tempo, pode não ocorrer um grande crescimento de vendas do comércio, mas não há queda, o que mostra estabilidade."
O consultor empresarial alerta, porém, que um aumento da oferta de empréstimos não significa que o crédito seja barato. Por isso, afirma que o consumidor deve observar as taxas de juros e tarifas dos financiamentos. "Para quem já está endividado, é uma nova chance de refinanciar ou vender a dívida por taxas de juros mais baixas", explica.
Terzoni lembra que o início do ano é época de gastos com material escolar de filhos ou com tributos, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Há também as dívidas contraídas com compras e viagens de dezembro, o que torna ainda mais necessário que se faça um orçamento doméstico. "Caso falte dinheiro, é possível buscar crédito em instituições, desde que a parcela se encaixe no orçamento e os juros sejam baixos."
Para quem tem dinheiro disponível, o consultor orienta o pagamento à vista, com desconto. Caso contrário, a sugestão é que o consumidor compare as taxas entre bancos e instituições financeiras para buscar as menores possíveis. "No caso do crédito imobiliário, por exemplo, é possível comparar à da Caixa (Econômica Federal), que tem uma das menores do mercado. Se girar em torno de 8% ano, vale a pena."


