Durante o Dia de Campo da Embrapa, foram apresentadas também três variedades de feijão. O engenheiro agrônomo Taurino Alexandrino Loyola relata que a área cultivada com feijão no Paraná sofreu grande redução nesta safra, tendo em vista que os altos preços do milho e da soja atraíram grande parte dos produtores. ''A expectativa é muito boa para esta safra. A baixa oferta deixou os preços elevados e eles devem se manter assim pelos próximos três meses'', avalia. A saca de 60 kg de feijão carioca era vendida ontem a R$ 136,29, já o feijão preto era comercializado a R$ 87,34, na média da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
De acordo com o pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, Augusto César de Oliveira, as pesquisas relacionadas à cultura do feijão estão voltadas para três frentes principais: qualidade de grão, resistência a doenças e porte ereto para colheita mecanizada direta. ''O principal problema da produção de feijão é que apenas 7% do cultivo nacional faz uso de sementes, enquanto o restante replanta grãos. Com isso, o grão pode ser levado de uma área contaminada para uma área livre'', salienta.
Entre as cultivares apresentadas no evento, a BRS Cometa é uma variedade de feijão carioca, de ciclo precoce, resistente à antracnose, de porte ereto e indicada para época de safrinha. Já o BRS Campeiro é uma cultivar de feijão preto, com porte ereto, ciclo semi-precoce, alta produtividade e grão graúdo. Outra variedade de feijão apresentada foi a BRS Esplendor. Devido a sua alta resistência doenças e potencial produtivo, é recomendada para agricultura familiar e orgânica.(M.F.)

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