Ofensiva para elevar exportações
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Por Fabíola Salvador e Renata Veríssimo<br>Agência Estado 
Brasília- Diante dos temores de desaquecimento econômico, o governo brasileiro decidiu nadar contra a corrente negativa e partir para o ataque na tentativa de garantir o fluxo de comércio no mercado internacional. Os resultados negativos da balança comercial no início de 2009 impuseram ao governo uma dura realidade, que exige, segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, agressividade nas negociações bilaterais com parceiros prioritários, na conquista de novos mercados e na manutenção daqueles onde o Brasil já tem market share.
O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, decidiu na quinta-feira da semana passada, com sua equipe que irá liderar as missões comerciais para países prioritários. O ministro vai se engajar em mais missões, além das que já estão programadas, informou Barral à Agência Estado. Já estão agendadas para este ano missões comerciais para Rússia, Moçambique, Angola e África do Sul. Na semana passada, o Ministério lançou uma agenda de eventos internacionais programados para 2009 para dar transparências às ações de comércio exterior e ajudar o setor privado a se organizar.
O secretário explicou que a estratégia do governo também será a de levar para as reuniões bilaterais todas as reclamações recebidas do setor privado. Temos uma preocupação sistêmica com o protecionismo, afirmou. A preocupação do MDIC não é compartilhada pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que acredita que a onda protecionista não chegará ao setor agrícola. O mundo vai continuar comendo. Soja - quem produz? Brasil, Argentina e Estados Unidos. Vão continuar comprando do Brasil, afirmou.
A onda protecionista, segundo ele, pode atingir o Brasil no setor de suínos, porque a Rússia, principal importador do Brasil, pode passar a produzir mais carne de porco. Isso é legítimo. O objetivo deles é gerar empregos, justificou.


