Oeste apresenta projeto Agroalimentar
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sexta-feira, 05 de março de 1999
Paulo Pegoraro 
Se a Região Metropolitana de Curitiba oferece condições para empreendimentos no setor automotivo, com apoio do Estado, o Oeste paranaense tem vocação e potencial para investimentos no setor agroalimentar. As possibilidades destes investimentos foram enfatizadas ontem à tarde em Cascavel a seis secretários do governo, por prefeitos e representantes das fundações tecnológicas de Cascavel (Fundetec), de Toledo (Funtec) e de Marechal Cândido Rondon (Fundemarc), envolvidas no projeto, de aproveitamento de matérias-primas para alimentos industrializados.
As fundações, únicas da região, discutiram o projeto ao longo do último ano, e agora ele está sendo divulgado para que empresas (inclusive novas) saibam das possibilidades de investimento, e para que o governo defina formas de apoio. A região oferece como estrutura de apoio o Parque Tecnológico do Oeste, em Cascavel, único da América do Sul voltado à pesquisa e desenvolvimento de novos produtos agroalimentares e derivados. O parque, implantado pelo Município, com apoio do Estado, tem laboratórios e incubadoras para que novas empresas se desenvolvam.
O Projeto Agroalimentar foi apresentado aos secretários Ramiro Wahrhaftig (Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), Eduardo Sciarra (Indústria e Comércio), Antônio Poloni (Agricultura e Abastecimento), Armando Raggio (Saúde), Maria Paciornik (Administração) e Sérgio Spada (Defesa do Consumidor), e ainda ao presidente da Agência de Fomento do Paraná, Ibrahim Faiad. Também estiveram presentes representantes da Federação das Indústrias do Estado do Paraná e de órgãos oficiais de pesquisa. Os secretários Miguel Salomão (Planejamento) e Alex Canziani (Trabalho) haviam sido anunciados, mas não puderam comparecer.
O prefeito de Cascavel, Salazar Barreiros (PPB), disse que, com o projeto, a região busca suas próprias alternativas de desenvolvimento econômico e social, e oferece ao Estado a possibilidade de direcionar apoio. Ele explicou que há muito a ser explorado, no setor agroalimentar, inclusive em novos campos. Citou como exemplos a erva-mate, que, além do chimarrão, resulta em cosméticos, corantes e medicamentos; e a produção de embutidos de carne, compotas e outros envasados, ao invés da oferta de carne, frutos e leite in natura.
Segundo Salazar, o governo, que dá forte apoio às montadoras de carros, pode nos apoiar, em um projeto que exige muito menos recursos. Objetivamente, a proposta é de que o Estado encampe o projeto, busque a atração de indústrias, e oferte linhas de financiamento, por exemplo através da Agência de Fomento. O presidente da Agência, Ibrahim Faiad, acha que isso será possível, assim que ela estiver devidamente estruturada e com recursos aportados, o que depende do processo de privatização do Banestado, que resultará em recursos para o fomento.


