Ocupação hoteleira cresce 19,3% em Curitiba
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quinta-feira, 03 de maio de 2007
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os hotéis de Curitiba registraram o maior aumento na média de ocupação de todo País em 2006, com crescimento de 19,3% em relação a 2005, três vezes maior do que o crescimento registrado em São Paulo, com 6% e Rio de Janeiro, em 7%. Esse crescimento é resultado do incremento econômico do País, mas deve-se principalmente ao grande número de eventos que vêm sendo realizados na Capital.
''Curitiba se destacou como um destino de grande fluxo do turismo de negócios'', diz o gerente geral de vendas Brasil da rede Accor Hotels. De acordo com ele, dois fatores foram decisivos para que a cidade fosse sede de eventos de grande proporção: a existência de grandes multinacionais na região e de um local altamente qualificado para a realização de eventos.
Com isso, os hotéis puderam comorar seus resultados financeiros. Pesquisa feita pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), que congrega 26 operadoras de redes hoteleiras, mostra que a rentabilidade das redes em Curitiba aumentou em média 30,7% em fevereiro de 2007 em relação a fevereiro de 2006. O valor médio das diárias, por sua vez, aumentou 9,6% nesse período, ficando em R$ 100,00, valor inferior à diária média da maioria das capitais, como Florianópolis (R$ 120) e Salvador (R$ 300).
Números específicos da região, tendências do mercado hoteleiro local e ações necessárias para desenvolver o setor foram os temas debatidos ontem em encontro organizado pelo FOHB em Curitiba. O evento contou com a participação de diversas equipes de colaboradores das redes associadas ao fórum. ''Esses encontros servem para a troca de experiências, porque os participantes são concorrentes, mas têm objetivos comuns, e o resulto é um crescimento conjunto'', diz André Pousada, diretor executivo do fórum.
O fórum foi criado em 2002, em uma iniciativa de 12 empresas operadoras de redes. Hoje a entidade congrega 26 operadoras hoteleiras, sendo 17 nacionais e nove internacionais, responsáveis pela operação de 485 hotéis, que correspondem a um patrimônio avaliado em mais de R$ 11,5 bilhões.


