Ocupação feminina atinge nível recorde: 45,5%
O nível de ocupação feminina (percentual de mulheres ocupadas na população de 10 anos ou mais de idade) atingiu o patamar recorde de 45,5% em 2004, o maior desde o início da série histórica em 1992, de acordo com dados divulgados na PNAD.
Segundo o IBGE, a contribuição feminina para o aumento no número de pessoas ocupadas foi de 1,511 milhão, superior à contribuição masculina, de 1,143 milhão de homens. ''Todos esses resultados são indicativos do forte impulso de ingresso feminino no mercado de trabalho, que já se mostrava acentuado na década de 1980'', informa a pesquisa. A maior participação da mulher no mercado de trabalho está diretamente ligada ao aumento do nível de instrução e ao adiamento da maternidade.
Na população de dez anos ou mais de idade, a proporção dos que alcançaram pelo menos 11 anos de estudo, ou seja, concluíram ao menos o ensino médio, ficou em 26%. Segundo o IBGE, o resultado reflete a maior escolarização das mulheres porque o contingente feminino com 11 anos de estudo corresponde a 27,7%, um patamar 3,6 pontos percentuais superior ao da população masculina.
A diferença entre o nível de instrução por gênero se mostrou mais acentuada na população ocupada. No grupamento das mulheres ocupadas, 40% tinham 11 ou mais anos de estudo, um resultado 10,8 pontos percentuais acima do indicador masculino.
Em 2004, a taxa de fecundidade do país era de 2,1 nascimentos por mulher. A região Norte apresentou a taxa mais alta, de 2,8 nascimentos, e a região Sudeste, a mais baixa (2,0). (J.L.)





