Ociosidade do capital também está diminuindo
''A recuperação da população ocupada indica que a ociosidade do capital também está diminuindo. Não é coincidência que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da sondagem da FGV de agosto deu um salto, subiu 1,9%, e deverá continuar acelerando nos próximos meses'', avaliam os economistas da C.S. Hedging-Griffo. Afinal, dizem eles, a decisão de contratar é posterior à de ocupar os recursos internos ociosos: ninguém contrataria sem começar a ocupar a ociosidade do capital. No máximo, esses movimentos são simultâneos.
Na próxima quinta-feira (24), o IBGE divulga a taxa de desemprego de agosto. A previsão da Hedging-Griffo é de que haverá novo recuo, para 7,7%, já muito próxima do menor patamar histórico de 7,3%, verificado em maio do ano passado. ''Como já aconteceu em julho, essa melhora reflete principalmente o aumento da população ocupada, que voltou a crescer nos setores mais dinâmicos da economia.
Outra evidência de que a ociosidade do mercado de trabalho está menor são as notícias sobre dissídios salariais, apontam os analistas. Eles acrescentam que categorias importantes, tais como metalúrgicos, bancários, correios, petroleiros e químicos começam a negociar seus reajustes salariais e os primeiros resultados chamaram a atenção. ''Os metalúrgicos da Honda e Toyota conseguiram aumento real de 5,3% enquanto os bancários estão pedindo 5% real. Portanto, nos próximos meses a ociosidade na indústria continuará a declinar de maneira consistente'', preveem os profissionais da consultoria. Para eles, com os estímulos monetários e fiscais que foram implementados, a recuperação da economia, que começou com bens de consumo, começou a ficar mais generalizada, passando a puxar os bens intermediários. (AE/F.C.A.)





