Curitiba O Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) se reuniu ontem com representantes do setor de moagem de trigo, da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab), e do Ministério da Agricultura para tratar das dificuldades que o setor vem enfrentando para a comercialização do trigo. No Paraná, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Seab, apenas cerca de 28% da produção estimada de trigo para esta safra foram vendidos até o momento.
A Ocepar pediu ao governo federal a implantação de um ''contrato de opção'' com preço fixo e com liquidez em janeiro. Isso significa que o governo se comprometeria a comprar uma parte do trigo produzido caso o preço de mercado (fixado no contrato) do cereal em janeiro esteja custando menos que esse valor. ''Seria interessante que o governo se comprometesse a comprar ao menos 800 mil toneladas das 2,7 milhões produzidas no Estado'', afirma o engenheiro agronômo e assessor técnico e econômico da Ocepar, Robson Mafioletti.
Na reunião, a Ocepar requisitou também o lançamento do programa de Aquisição do Governo Federal (AGF), que prevê a compra da produção dos pequenos agricultores (agricultura familiar), em caso de baixa nos preços. Além disso, pediu a implantação da Linha Especial de Crédito à Comercialização (LEC) e a disponibilização de recursos para Empréstimo do Governo Federal (EGF). O governo federal prometeu respostas às reivindicações na próxima terça-feira. Caso as propostas não sejam aceitas, representantes do setor produtivo e industrial prometem ir a Brasília para pressionar o governo.

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