Ocepar não aceita fusão com empresas privadas
ArquivoJ.R. Ricken: fusão descartadaA Ocepar quer incrementar o plano Paraná Cooperativo, que incentiva a integração entre cooperativas e a verticalização da produção, sem que elas tenham de recorrer à fusão ou parcerias com empresas. A afirmação é do diretor executivo da Ocepar, José Roberto Ricken, que salientou que uma possível associação com empresas está em segundo plano, nos projetos da Ocepar.
Se for inevitável a associação com empresas, a orientação da Ocepar é que elas não abram mão do controle acionário, afirmou Ricken. Afinal, as cooperativas paranaenses controlam 60% da produção agropecuária do Estado e movimentam R$ 5 bilhões por ano. Isso representa um ativo conquistado que deve ser preservado, salientou Ricken. Para ele, não basta produzir bem. É necessário ter bom espaço no mercado.
O Paraná Cooperativo tem planos de investimentos e crescimento para as cooperativas até 2007. Está estruturado em três linhas básicas, que são a expandir o mercado, enxugar a estrutura das cooperativas e torná-las mais profissionais, e forte apoio à produção. Ele aponta alguns exemplos práticos desse programa: a parceria firmada entre a Coamo e a Cocamar na execução de serviços complementares, a formação de uma central de distribuição de alimentos pela Centralpar e outras parcerias e fusões que estão sendo negociadas, mas todas dentro do modelo cooperativo. (V.C.).
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